Atitude do Pensar

Atitude do Pensar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O maior amor humano

O MAIOR AMOR HUMANO





Por amor, sou capaz de acreditar no dia das mães.
Defendendo-o com unhas e dentes.
Sou capaz até de comprar e dar presente à minha mãe.
E quando distante, ligo para desejar o feliz dia dela.
Por que faço isso?
Pelo simples fato de que ela não é obrigada a acreditar em minhas ideologias.
Eu, a filha, acredito na mercantilização de datas. Entre elas, o natal, o reveillon, a páscoa, o dia dos namorados, dos pais. E claro, das mães.
No entanto, independente da minha crença enquanto indivíduo, sou filha.
E como diria uma propaganda de cartão de crédito: Ver o sorriso dela nos lábios, não tem preço.


A IRONIA DA VIDA



Não estive por aqui no fim de semana, pois ironicamente minha mãe passou mal no sábado - ficamos no hospital entre às 20:30/03:00 -, e domingo, cuidei dela, do almoço e da casa.
Como comentei em alguma postagem anterior, não moro com meus pais, mas vez ou outra vou visitá-los, e isso, independente de datas comemorativas.
No hospital, fiquei pensando nas senhorinhas abandonadas pelos seus filhos. Deixadas em hospitais, asilos e até mesmo em suas casas.
Senhorinhas como uma vizinha minha, cujo filho é tão distante, que nem ligou na data de ontem e, raramente o faz em outras datas.
Após passar o fim de semana cuidando da minha mãe, fui para minha casa, buscando refúgio e descanso, mas antes de entrar em casa, fui diretamente até a senhorinha dar um abraço e desejar feliz dia das mães. Ao abraça-la, percebi que seus olhos estavam iluminando aquele ar doce, solitário e lacrimoso.
Enquanto descia as escadas para chegar no meu apartamento, fiquei pensando em quais são os motivos que fazem com que um filho abandone seus pais, e olha que a minha vida é um exemplo de vários, contudo, eu jamais faria isso.
Posso me distanciar, mas jamais abandonar.
Pensei ainda em quantas não foram às senhorinhas que passaram o dia de ontem distantes de seus filhos?
Distante devido ao abandono. A morte...
Filho, quando perde a mãe ou o pai, torna-se órfão.
Marido e mulher, quando perdem um ao outro, torna-se viúvo.
Mãe, quando perde um filho, torna-se o quê?

21 comentários:

  1. Keila, muito bonito seu texto, muito sensato. Me faltam palavras...
    Espero q sua mãe esteja bem.
    Saúde e paz pra ela... e pra vc tb.

    ResponderExcluir
  2. Dizem que a dor de perder um filho é a maior de todas…isso jamais saberei.
    Só não concordo sobre este mito de amor de mãe ser o maior de todos. Amor é amor e ponto. O amor verdadeiro é grande e sublime seja a quem for destinado.
    Me pergunto como filhos abandonam pais, pais abandonam filhos, isso para mim é algo tão absurdo. Outro dia um casal infertil não quis um filho a mais, queria abandonar um dos trigêmeos…como pode?

    sua mãe esta melhor?


    beijo !!!

    ResponderExcluir
  3. Infelizmente o individualismo plantado na sociedade atingiu pontos tão altos que algumas pessoas vão perdendo a humanindade, se tornando indirentes até mesmo com os próprios pais. É uma pena...

    ResponderExcluir
  4. Bon dia querida!
    Mente míope? Você é de uma profundidade incrível! Adoro a sua atitude e forma de pensar... Mas realmente as pessoas não precisam acreditar em nossas ideologias.... São cinco anos sem a minha mãe.. Mas até o último minuto ela foi a pessoa mais amada desse mundo. Elas merecem todo amparo e carinho sempre!

    Muita saúde pras duas! Bjusss

    ResponderExcluir
  5. Vim te conhecer após ver teu comentário lá na Emilia e adorei teu texto.

    Um beijo,tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  6. Realmente velhinhos abandonados me cortam o coração. Mas normalmente tenho um olhar crítico logo depois de sentir pena. Porque muita gente bem safada envelhece e acha que porque envelheceu todos tem que perdoar tudo, e não é bem assim. Até porque a grande maioria continua safada.

    Muitos velhinhos estão abandonados porque não souberam cultivar a amizade dos filhos, mas é óbvio que outros tantos estão abandonados por conta de filhos safados.

    É bem relativa essa questão. Meu pai anda meio abandonado. Mas pergunta para toda a família o que ele fez a vida inteira?

    Já minha mãe, por mais difícil que seja seu temperamento, tem a atenção dos dois filhos.

    Beijocas

    ResponderExcluir
  7. Bom dia, querida amiga Keila.

    Lamento muito, pela saúde da sua mãe. Você estava lá junto dela, e depois, teve a atitude linda de visitar a mãe de outra pessoa, que também precisava muito de amor.

    Eu também não sou chegada às datas comemorativas, porque acho que todos os dias são dias de tudo, e o comércio deita e rola nisso aí, aproveitando da emoção humana, e metendo a mão no bolso do cidadão, de forma direta e esquisita.

    Sobre a sua pergunta sobre uma mãe que perde o filho, eu penso que deve ser "ESPECTRO", porque ela carrega no peito, a maior dor do mundo.

    Que Deus dê muita vida e saúde pra sua mãe.

    Um grande abraço pra vocês.

    ResponderExcluir
  8. isso é muito triste, eu e minha mãe não temos uma relação Paz e amor!
    mas já mais eu a abandonaria!
    ótimo texto, espero que sua mãe esteja beem!
    beijinhos colloridos flor

    ResponderExcluir
  9. e mãe quando perde um filho torna-se metade...
    ai Keila, que lindo...

    ResponderExcluir
  10. querida keila,
    a morte mais difícil de suportar é aquela que ocorre quando o coração ainda rufa, mesmo que lentamente. há homens que são, ainda, caricaturas baratas do projecto original da criação...
    um abraço ainda arrepiado com o teu testemunho vivo!

    ResponderExcluir
  11. A palavra amor é bastante usada - como fosse papel de banheiro ( desculpe) . Mas amor com sentido só creio no de pais para filhos e vice versa - com alguma sorte.
    U'a mãe sem filhos - fica má - é o contrário do amor que ela é obrigada a experimentar e neste caso, os deuses todos perdoam.

    ResponderExcluir
  12. Mãe, a minha mãe: não há valor monetário que tente cotar o amor que ela me deu... Ela não cobra, ela não suga, ela me ama... E isso é o suficiente para eu tratá-la como uma rainha!!!

    Ela me ama pelo que eu sou!!!

    Peço desculpas quando não a escutei, quando não dei valor a algumas palavras, ou até mesmo, quando deixei que a minha grosseria irrompesse e debulhasse diante dos seus olhos: me desculpa!!!

    Mas, ela me perdoa... Ela sempre perdoa... E eu tento fazer sempre o melhor, cada dia melhor, tentando ser a filha um pouquinho perfeita (sei que é mega complicado), mas eu tento!!!

    Faço das suas palavras (ou do comercial, rs!), as minhas: ver o seu sorriso, não tem preço!!!

    Um beijo

    ResponderExcluir
  13. E essas coisas me dóem tanto Keila...

    Não dá pra aceitar que um filho abandone uma mãe, e nem v ice versa.
    São coisas da vida, infelizmente.

    Minha flor, espero que sua mãe esteja bem!
    (Não deixe de dar noticias dela).

    Um abraço do tamanho do mundoooo!

    ResponderExcluir
  14. Oi Flor!
    To divulgando meu blog, e to passando por aqui, gostei... Seguindo, se poder retribuir. Agradeço rs...
    http://layalair.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  15. Só ela mesmo pra aguentar nove meses
    No meu caso, sete né... Quis vir antes
    !!!

    ResponderExcluir
  16. Não sei, mas a vida tem muitos caminhos minha cara. A gente sempre vê as coisas do nosso ponto de vista. Mas esquecemos que lá do outro lado tem pedras, atalhos, desvios e nunca sabemos o que resultou naquele instante.
    Lembro de uma mulher que certa vez estava falando da filha por quem ela tinha feito tudo e dado de tudo a ela, mas a filha era uma ingrata que um dia pegou suas coisas e foi embora sem nunca mais dar notícias. Minutos depois dela ir embora, veio a vizinha "ela se faz de coitada, mas não é. A filha dela cansou de ser explorada. Todo dinheiro que a menina ganhava ela dava em casa e tanto ela quanto o marido atormentavam a menina. Tinha tanta pena". E eu lá ouvindo com o meu silêncio latente...
    A vida sempre tem suas versões e nem sempre as coisas se explicam no capítulo final. bacio

    ResponderExcluir
  17. Espero que sua mae esteja melhor, que nao tenha sido nada grave. Nao há coisa pior nesse mundo (mas nao há mesmo!) que ver a mae doente.

    Nao sei o substantivo, mas acredito que uma mae que perde um filho para o abandono, deve se sentir num sepulcro. Tenho um caso na família, e é deveras triste demais. É um descaso de um para com o outro... mas creio em plantar e aqui mesmo colher. Nao sei exatamente a partir de onde os caminhos se perdem (talvez nem o filho nem a mae saibam, nesse caso), mas infelizmente a mae, especialmente, vive em funcao de procurar respostas...

    Se há uma verdade nisso tudo, englobando todo esse contexto, é que "a vida é uma ironia", e das mais irônicas mesmo.

    Amei seu texto, foi um dos mais bonitos que li nessa blogosfera, nao desprezando nenhum outro! Eu tipo me distanciei de ler blogs no domingo porque essas homenagens realmente comovem e eu nao tava pra isso.

    ResponderExcluir
  18. Pessoas, ela está se recuperando. É uma crise muito forte de labirintite. Não tenho nem palavras para agradecer o carinho de todos.

    ResponderExcluir
  19. Roderick, você já deve saber que essas coisas de data me enchem o saco, mas em se tratando de mãe, passo por cima. Obrigada e bj

    Long Haired, como tenho meus problemas com o animal chamado ser humano, descubro um amor puro e intenso em mim, somente pela minha mãe. Não que eu não tenha amado mais ninguém de forma intensa, mas é tão diferente. Concordo, amor é amor em qualquer situação e pessoa. No entanto, em mim se revela por ela.

    Thel, acho que essas coisas também representam nossa humanidade, uma vez que somos paradoxais.

    Zélia, sabe que quando disse isso, pensei que já que possuimos uma visão míope no sentido social e afins, provavelmente isso é reflexo de uma mente míope...rsrs Bj

    Chica, que linda você. Me tocou pensar em uma relação tão duradoura quanto a sua. Temos que aprender muito com sua experiência. Bjus

    Dama, você tem razão em sua colocação, há muitos que se utilizam dessa situação para se fazerem de coitados; há ainda aqueles que são eternos sacanas meu pai), mas há quem se redime (minoria).
    Olha, a posição quanto a isso depende dos valores, de quem somos, fui escorraçada a vida todo por meu pai. No entanto, algo em mim impede que o rancor e afins, manifeste-se tão fortemente, como no abandono. Bj

    Amapola, seus elogios e suas observações sempre me deixam lisonjeadas, estou começando a ficar sem palavras...rsrs Como disse à Dama, algo que está a cima de quem eu sou, me permite agir dessa forma. Nossa, espectro é bem forte, mas creio que seja algo assim, um eterno fantasma.
    Bjus, querida.

    ResponderExcluir
  20. Fabby, relação mãe e filha é algo complicado. Em geral, permeado de problemáticas, mas nada que não possa ser discutido. Há somente alguns casos em que as discussões nos marcam e se fazem presentes por toda a vida. Bjus, flor.

    Débora, gostei muito do que você e a Amapola colocaram: espectro e metade. Penso que seja algo assim...

    Jorge, tenho a sensação de que o percentual dessas caricaturas é imenso. Vez ou outro me encontro aí dentro dessa estatística - ainda bem que em outras vezes sinto-me a parte. Abraços de gratidão pelas suas palavras

    B., a muito partilho da sua colocação. Hoje, há uma grande vulgarização da palavra amor.
    Interessante sua posição quanto a mãe ficar má. Estou pensando sobre isso. A dor que nos torna em pessoas más...

    Suzi, meus problemas com minha mãe são mínimos, ela jamais me critica, antes o contrário, os elogios são constantes. É claro que há coisas nela que me machucam, como o medo - o que herdei -, o pessimismo. Mas suas qualidades estão acima. Bju

    Sil, qualquer abandono nos dói, em alguns, o de sangue mais do que o de alma. Imagine uma mãe, que além do laço de sangue, há o de alma. BjusLisette, talvez o que menos espera e o mais compreensivo. Bj

    Alair, vou sim. Obrigada pela visita. Marcelo, no meu, um pouco mais. Nasci de forceps, pois não queria sair daquele quentinho.

    Lu, bacana sua percepção da ótima dos dois lados. Mas sabe, de cá, eu vivi muitos tumultos que algum dia compartilharei. Como maus tratos, abusos, violência psicológica. Mas não me fiz de coitada e nem me tornei uma pessoa fria com meu pai, apenas me distanciei para que meu coração estivesse protegido. Nos falamos, nos encontramos, presto favores, porém, aprendi a dizer não.
    Compreendo que eu tinha todos os motivos para afastar-me dele por toda uma vida, porém, não o fiz. Tento não julgar os que fizeram, pois cada um tem seus motivos, mesmo que não sejam compreendido.
    No entanto, por tentar compreender, questiono essas situações, esses motivos e as atitudes tomadas frente a elas.
    Me vi na situação exposta por você, pois para os "outros", meu pai se apresenta maravilhoso. E eu sou a má. No entanto, basta nos encontrar juntos por poucos minutos e logo as máscaras caem. Abraços grandes e apertados

    Cris, infelizmente convivo muito com ela no hospital. Pois mesmo não morando com eles, quando ela fica doente, sou eu quem a acompanho.
    Minha mãe perdeu uma filha de 7 meses - jamais conversamos sobre essa dor. Pois a situação foi muito complicada e eu era apenas uma criança de 6 anos. Penso que ver a minha dor na época - o que em breve dividirei -, era maior do que a dor de ser traida e perder uma filha. Imagine, ela passou por tudo isso. E no mesmo momento.
    Ela é o máximo!

    ResponderExcluir