Atitude do Pensar

Atitude do Pensar

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Entre o novo, o velho e o que existe além desses

NOVO CAMINHO VELHO



Ao trilhar nesse novo caminho, tenho andado em passos contraditórios. Passos de amor e de dor. Passos de cura e expectativas. Passos que refletem o velho, mas busca o novo. São nesses passos que enxergo uma garota que possui anseios pelo amor, que diz nomes novos, porém, ainda está rodeada de fantasmas. Em cada um desses passos descubro o que estava oculto, o novo que se faz percebido. E neles, tenho me revelado permeada de reservas, como se estivesse à espera. Lá da janela, olho o além, aguardando o desconhecido. Aquele por quem meu coração chama.


Mas no primeiro momento, meu olhos enxergam um homem forte, viril e desconhecido. E claro, por se tratar de alguém desconhecido, surge aquela curiosidade da descoberta, do anseio pelo desbravar novos caminho, no entanto, rapidamente passa. Como se a única necessidade presente fosse a existência do mistério. E quando meus olhos assim conclui, logo me pego na espera. À expectativa do sublime. Do verdadeiro. Do recíprocro. Será esse o amor? Ou será apenas um coração ainda doído? Que insistentemente teima em rever velhos caminhos trilhados. este coração que pulsa sangue, vida, amor.


SETE DIAS E O ENCONTRO


Meus olhos te gravaram naquele instante, e desde então tenho desenhado seus traços, contornado sua face, desbravado o imaginável de ti. São sete dias de espera. Sete dias criando seu cheiro e o tom da sua voz. Sete dias à expectativas de um encontro. Sete dias por perceber seu sorriso e sentir seu calor ao me abraçar. Sete dias que seus cabelos cor de sol iluminam meus dias. Sete dias que sua presença imaginária preenche minha cama. Hoje descobri que será o dia de rever-te, ensaios de diálogos invadiram meus ouvidos. Sete. Se há perfeição, encontra-se nesse dia. O dia do reencontro.


AMAR

"Amar a nossa falta mesma de amar, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita. "


(Carlos Drummond de Andrade)

13 comentários:

  1. O pior que sete é o número do infinito. Ah, querida, vir aqui é sentir-me sem pele, exposta. Gostei tanto. E vou levar a imagem qualquer dia. esse vermelho, cê sabe, né..

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  2. amar o ar de mares no mar de voar no andar sob-sobre vastos campos epidérmicos, com as digitais
    de passear, perder países, ser outro constantemente...
    b
    l

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  3. O amor pode ser uma coisa que inventamos prá amar a nós mesmos através de outros.
    Tenho dúvidas.
    Tenho certezas
    Mas nada é confiável.

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  4. Barbara-zinha aqui no coment de cima, tao linda e certeira sempre em seus coments... adoro sabedoria de vida.
    Nada a dizer, ela disse tudo.

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  5. Que blog interessante o seu. As coisas que você escreve são interessantes.
    Pra quem gosta de romances fantasiosos, tem um saindo “quentinho do forno”. Eestou escrevendo um blog-book. Escrevendo e publicando simultaneamente. É só visitar o meu site POET (Pages Of Erased Text) http://pagesoferasedtext.blogspot.com/. O nome do book é “illegitimate” e por agora está no segundo capítulo. O terceiro esta pra sair agora na primeira semana de Junho...quentíssimo.

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  6. Keila, saudadeeeeeee de passar aqui!

    Através do amor, a gente consegue amar a nós mesmos.
    E o núemro 7, tem toda uma simbologia, tão forte, que eu adoro.

    TUDO perfeito Keila.

    Como você escreve bonito!

    Um beijoo

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  7. Amar a nossa falta de amar sem pressa acho que é esse o segredo
    bjus querida boa semana !!!

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  8. "Passos que refletem o velho, mas busca o novo" e "a reciprocidade" foram as palavras mágicas que me fizeram ler em você e sentir em mim. Interessante como passo pelo mesmo momento, mas de modo nada sensível. Expio a dor no viver sem amargar o que passou e seguir sem criar grandes expectativas. E tudo é bem razoável não fosse a indagação que de súbito me toma algumas vezes ao longo do dia: será que ainda consigo amar? E a resposta só mesmo o tempo...

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  9. o amor? o eterno novo-velho caminho onde o mais seguro dos passos [que não necessariamente o mais valioso] é aquele que não sabemos dar...
    um abraço!

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  10. Querida Keila!
    Adoro ler espaços onde tem cultura. Aqui encontro e isso alimenta a minha alma.
    Adorei este post, li e parecia que tinha sido escrito por mim.

    Um beijo grande.

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  11. Fiquei aqui pensando na soma dos dias, estive ausente por quase sete multiplicado pelas horas, o infinito se apresenta. Parece uma eternidade e então lendo-te um post atrás do outro e sentindo os sons, as cores, os perfumes. Acho que errei de estação. rs

    bacio

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  12. Lu, adoro números, começando pelo 8 - infinito. Mas sabe que, como eu o reencontrei somente ontem, descobri que 11 também é muito bom...rsrs
    A imagem é sua!XD

    Luis, que lindo, fiquei arrepiada, imaginando os vôos de ida e vinda que sempre faço. Este eterno reinventar. Muito obrigada por palavras tão lindas.

    Bárbara e Cris, algo é certo. Somos dúvidas e certezas. Verdades construidas e desconstruidas. Enfim, isso reflete em nosso todo, no amor próprio e no amar ao próximo (até rimou...rsrs)

    Natalia, vou lá sim. Obrigada pela dica.

    Sil!!!!!!!! Nossa, muitas saudades. Preciso dizer o quanto é bom você aqui e lá?! Sou super ligada a simbologias e por isso mesmo me apeguei a números. Inclusive, aprendi a gostar do meu nome quando descobri quantas vezes aparece na bíblia, além do seu significado, claro.

    Júh, o problema é que sempre temos pressa...hehe

    Pitty, chamo-me expectativas. Aí está um dos meus maiores males. Penso se serei capaz de amar novamente. Todavia, percebo que ainda amo - o velho. Então, fica a expectativa, amar o novo. O desejo existe. Não será ele suficiente?

    Jorge, sempre com palavras que fazem-me lembrar do quanto poesia e filosofia estão unidas...
    Preciso descobrir esses passos seguros rápido..rsrs

    Oi José, suas palavras me enternecem. Muito obrigada.

    Ei moço (Diego), obrigada pela fofura ao quadrado. Espero a continuidade da nossa discussão.

    Lunna, fiquei pensando se o infinito é bom. E se é - o que acredito ser ambiguo -, quando o é. Se aqui era primavera, ainda me encontro num inverno não desejado, e olha que o desejo é por outono...

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