Atitude do Pensar

Atitude do Pensar

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A maior doença humana


Tenho um sério problema com pessoas extremamente simpáticas ou boazinhas demais.
Acho que isto está ligado a sensação de soar a hipocrisia.
E isto é o que mais abomino.
Talvez alguns até sejam verdadeiros, mas o risco de acreditar e acabar sendo inocente me impede de ter paciência.
Namorei um cara que era um fofo, mas tão fofo que não conseguia acreditar naquilo...
Quase iniciei um outro relacionamento com um cara que quando percebi que era fofo ao extremo não consegui ir adiante.
Mas será que temos que ser complexos e contraditórios para ser verdadeiro?
Bom, em meio a uma aula de Ética, analisamos dois aforismos e um deles tinha como tema: dar presente.
Pois é, neste ato encontra-se mais um reflexo da hipocrisia humana.
Se damos presente para a pessoa que limpa nossa casa é um presente mais simples, agora se for para dar um presente para o namorado é o melhor.
Por que?
Bom, não quero devaneiar-me e acabar sendo extremamente subjetiva.
O fato é:
Todo tipo e toda relação é apenas uma troca?
Somos tão egoistas a esse ponto?
Todos que são simpáticos são falsos?
Ou melhor, todo ser humano é falso?
Aff.

Mais dilemas!!!!!


"Os seres humanos me assombram"

Após passar 3 semestres realizando trabalhos interdisciplinares nunca mais fui a mesma: Meu cérebro associa todas as informações que são lançadas no decorrer do cotidiano.
No momento juntando os seguintes itens:
A menina que roubava livros (livro que acabei de ler);
1984 (clássico de George Orwell que estou lendo);
Atual política instituida no Brasil;
Aulas de Ética;

Chego a seguinte reflexão:

- Qual o poder da palavra?
Hitler governou por meio do poder de suas palavras, pois estas foram capazes de gerar no povo "consciência" negativa. Dentro disso, qual era a opção do povo???

- Até que ponto os seres humanos suportam serem reprimidos?
Somos capazes de esquecer de situações que marcaram a história do mundo: revolução francesa (instituição dos direitos) entre tantas outras. Nisso, será que realmente quem controla o passado controla o presente?

- A violência é reflexo de quais situações?
Surge uma nova identidade cultural a cada momento, e a violência é o reflexo desse todo de mudanças, ou será somente marca da luta de classes existente no sistema capitalista?

Perguntas que geram mais perguntas...
Dentro desse universo acima, quem encontrará soluções?
A ciência ou o conhecimento?
A sociologia ou a filosofia?
Ambas juntas?
Será possível a multidisciplinaridade?

Devaneios afins...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A suprema felicidade



Ontem eu assisti um filme muito legal: A suprema felicidade. Dessa vez não descorrerei sobre o filme, apenas digo que é uma volta triunfal de Arnaldo Jabor ao cinema.

Todavia, o que marcou a data em discussão, não foi somente este belo filme, mas a deliciosa surpresa conhecida por humanidade. Nossa, nem acredito que as pessoas ainda são capazes de nos surpreender. Essa alegria é imensurável. Principalmente por se tratar da companhia de ontem...

Segundo a amiga do meu core: Últimamente tenho sido uma pessoa muito democrática, e portanto, resolvi dar uma chance para mim...
Ok, ok, vou tentar ser mais clara, no entanto, nem tanto: Tenho investido na idéia de vermelho x laranja, onde eu questiono gostar de vermelho e não gostar de laranja. Dentro disso, tenho tentado curtir. Somente isso!!!!!!

Até aqui foi-se uma breve relação internacional e agora relembrando minha raiz familiar é a vez da moda caipira. Isso se eu me "alembrro" bem, é uma "delícia"!!!!!
Bem, costumo pensar que cada momento é único e deve ser vivido na hora certa, e como perdi uma parte da minha vida: Em parte por não ter acesso e outra sei lá porque, as coisas acontecem meio que fora de tempo e contexto.
Mas...
Estou gostanto!!!!!

Tenho até gostado mais da vida. Que seja apenas por segundos!!!!!!!!!
Estou viva e alegre (e não feliz) por esses acontecimentos.
Porém, não deixando de ser auto analítica, não mudei. Continuo não gostanto de pessoas, amando os animais e coisas desse tipo.

Ah, nada muito lógico para escrever hoje, sinto-me leve e com risinhos a toa.
E o som para combinar com este momento: John Mayer o ex gatinho da Jennifer Aniston (ai que inveja)

Bom feriado para quem passa!!!!!!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Adeus aos pseudos



Tenho me esforçado para ser uma pessoa mais sociável, no entanto, ser simpática já é pedir demais para mim.
Pra que ficar rinchando para todos!????
Desnecessário!!!!!!
Contudo, em alguns momento isso tem dado cerdo, em outros...
Bem, vamos a esses outros...
Ao visitar um casal de amigo que amo loucamente tenho a obrigatoriedade de passar em frente a vários bares e ainda entrar em um edificio que representa a história boêmica da cidade (a parte da boemia é ótima).
Mas as pessoas que encontram-se nesses locais...
Aff, que preguiça!!!!!!!!!
Pessoas padronizadas por todo o lado.
É o refúgio dos "alternativos".
Poxa, eu mesma tive época de ir pra lá em média 2, 3 x semana.
Porém, naquela época realmente as pessoas eram alternativas.
Pessoal envolvido com movimentos, política, contra cultura, o underground ainda existia.
Para não ser injusta tento considerar que alguns, infelizmente não possuem acesso a esses assuntos, portanto não são capazes de reproduzir e muito menos produzir algum assunto interessante, mas a questão é: Ver um aglomerado de pessoas que se acham intelectuais, mas na realidade é um bando de pseudo.
Detesto pseudo.
Ou é, ou não é.
Isso é autenticidade.
Isso é ser alternativo.
Independente da tribo que seja: Axé, Forró, Sertanejo, POP, Rock, Cluber, Indie, Funk...e afins.
Se for eclético, pluralista...
Não importa!!!!
Problema, tem ao fingir ser o que não é.
Hoje, ser diferente não é sinônimo de ter tatuagem, alargador, barba ou óculos estilo John Lennon, mas sim ter conteúdo. Estes acessórios representam um movimento, uma tribo, um grupo. Porém, na atualidade isso, compra-se em shopping: calça rasgada por R$350,00, tênis all star R$100,00, etc...
O que continua valendo não é o que você é, mas sim quem você é, e isso, por mais que reflita na moda, nem sempre quer dizer o que se parece.
Posso até ser tatuada, usar vestido de bolinha, assim como andar de rasteira e cabelo sarara, mas o que vale é quem sou!!!!

Fui!!!!!!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilemas e demônios



"De tarde quero descansar, chegar a praia e ver. Se o vento ainda está forte e vai ser bom subir na pedra"

As vezes chego a pensar que o cansaço fisico e mental são capazes de influenciar em nossas atitudes de uma forma gigantesca.

Talvez seja exatamente por isso que o tema da loucura me interesse tanto, pois aí há uma linha muito tênue.

Muitas pessoas já surtaram por diversos motivos objetivos e subjetivos, mas quantas já surtaram motivadas pelo fato de estar cansaço????

É lógico que não é um simples cansaço, mas sim aquele que reflete em vários pontos de nossa vida.

A Bipolaridade é uma das doenças que tem como uma de suas causas, fatores psicossociais, e nesse sentido, acredito que o cansaço pode contrubir para que isso ocorra.

Bom, não é em vão que falo a respeito disso. Estou num processo da minha vida que exemplifica muito bem esse fato.

Aliás, muitos podem se identicar.

Trabalho 44 hs semanais;
Estudo de segunda a sábado;
Tenho textos para estudar no fim de semana;
Casa para cuidar;
Um filhote de gato para ser amado;
Pessoas para me relacionar.

E infelizmente, não tenho dado conta do recado.

Alguns podem achar um absurdo, mas é a pura verdade.

Afinal, em meu cotidiano preciso enfrentar vários demônios e em alguns casos matá-los. As vezes a luta é tão intensa que no meu caso chego a quase surtar e últimamente estou a um passo para isso.

Como pode pessoas que tanto amamos se tornarem demônios?

Ah, se eu soubesse a resposta escreveria um livro e ficaria rica.

Portanto, dentro desse universo de demônios os mais dificeis de ser enfrentados são 2: Nós mesmos, nossas relações.

Como superar estes momentos?

Eis o meu dilema atual.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Política em 2010


Muitos fatos ocorreram desde a última publicação, porém nesta data quero aproveitar um tema atual e destrinchar algumas verdades.

Estamos em um momento de grande auge na política, afinal, o segundo turno das eleiçoes está se aproximando e como tal, eu não poderia deixar de fazer minhas reflexões. Nesse sentido, ela inicia-se pelas propagandas políticas: De um lado temos os petistas que ora defende uma posição, e outra é contra essa própria posição (segundo um amigo, tudo é válido para se obter o poder, exceto matar). Sendo assim, se eu defendesse essa ideologia, acreditaria nessa pouca vergonha.

Do outro lado temos os tucanos que adoram privatizar tudo que é de posse brasileira. E dentro de todo esse universo temos campanhas de ameaças e difamações.

No entanto, a pior ideologia (no sentido de ilusão) está inserida no uso da palavra cidadania, que segundo a fala de Dilma e Lula aparece no poder de compra que a classe trabalhadora adquiriu a partir do governo Lula.

Meus caros, isso não tem nehum vínculo com a cidadania real, é a maior pouca vergonha fazer uso dessa palavra de significado tão denso e complexo como forma de representar o consumo.

Sinteticamente (se podemos assim dizer) cidadania representa algo que existe acima do homem, não é algo que se constroe, é ontológico e está ligado aos direitos universais, absolutos.
Aguentar Dilma e Serra distorcendo a imagem um do outro é de péssimo gosto, mas ouvir um presidente associando cidadania ao consumo já é demais.

Diante disso, minha esperança esvai-se, e me perco entre a razão, será que somente ela nos trará respostas para a política nesses próximos 4 anos?

Razão e esperança. Com qual delas ficaremos???

quarta-feira, 13 de outubro de 2010



Eu nunca fui muito a favor da teoria que diz que um velho amor se cura com um novo amor, mas também não critico aqueles que acreditam e vivem baseados em tal teoria.

Mas convenhamos que uma tentativa não faria mal a ninguém, ou será que faria?!

Baseada nesse pensamento tentei, e cheguei a seguinte conclusão: no meu caso, bem não faria, afinal, são duas, ou melhor, três partes envolvidas, e quem sabe quatro: Eu e o ex, a tentativa do ex e minha tentavia...

Não acho justo criar falsas expectativas, ainda mais quando estas falsas expectativas existe para ambas as partes.

Além do mais, nada melhor do que tirar férias após um longo período de responsabilidade, quanto a isso o coração agradece.

E nesse sentido, prefiro a sensação de liberdade.

No meu caso especificamente, a presença do ex ainda é percebida, as saudades são recorrentes, ainda mais após assistir o filme que indico: Apenas o fim (acreditem fiquei pasma ao me reconhecer na garota, tive a sensação de ser deflagrada de tão idêntica que somos).

Sucessivamente, logo após assisti-lo só pude ser inundada por saudades infindas que infelizmente ou felizmente não pode ser suprida.

Mas tentei...
Agora, o segredo é acrescentar mais um item à meta antiga: Além de nada de homens, de separar um tempo para me namorar, tenho que esquecer o fantasma (o ex).
E por mais que a vida tenha feito surgir alguém especial e os planos quase tenham sido alterados, percebo que não estou pronta para nada novo, pois no fundo ainda sinto falta do velho.
E que isso seja rápido, caso contrário, sentirei vergonha alheia de mim mesma.

Fui!!!!!