Atitude do Pensar

Atitude do Pensar

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O sorriso do céu

Ontem o céu sorriu para mim.

Acompanhou-me da saída do serviço à casa.

Pelo percurso da noite, balbuciava palavras encantas que emanavam paz.

E ao chegar em casa, acolheu-me em seus longos e ternos braços.

Hoje, ao acordar, ele ainda estava lá, e suas palavras chegavam aos meus ouvidos como a mais bela das sinfonias.

Falou-me sobre o tempo, as perdas, o recomeço.

Em seu refúgio, pude sentir-me protegida.

A cada oportunidade espreito a janela para ainda contemplá-lo.


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Não recordo-me de um inverno com nuances tão belas.

Onde o céu revela-se sem cores de tristeza.

O mais engraçado, é que sempre gostei de inverno, da melancolia que está sempre presente, das cores frias, do chocolate quente contrastando, das boinas e casacos, dos caldos e amigos partilhando destes, dos vinhos e massas cada vez mais presentes e desejosos.

Mas o fato, é que nos dois últimos invernos os dias foram dolorosos. Tristes. Vazios. Repletos de rompimentos. Idas e vindas.

E nesse momento estou aqui dentro. Não diria que completa, mas lúcida.

Minha alma está segura.

Minhas pernas seguem o compasso, e mesmo que em alguns momentos tremule, segue adiante.

E meus olhos...

Ah, meus olhos se contentam em contemplar o céu.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Verdade ou consequência

Há tempos que não sentia a alta tensão em meu ser.

Dias difíceis contribuem para perda de fome, perda de peso, perda de sono, mas levam-me ao encontro de uma totalidade, que por vezes, passa despercebida.

Identifico fatores que estavam distantes de meu raciocínio.

Percebo que os humanos ainda são cruéis; mesquinhos.

Lanço-me nos braços de quem sempre será meu socorro.

Repenso valores que podem ter se perdido.

Enfim, atitudes devem ser muito bem pensadas, pois quando quebra-se janelas, há sempre um custo.

O que fazer?

Respirar.

Abraçar.

Repensar.

E às vezes, chorar.

Embora que, nesse momento, o que posso fazer, é esperar que tudo passe de minhas veias.

Que minha mente absorva melhor do que o esforço do meu corpo em busca de ar.
E se alguém puder me fazer um favor, faça o seguinte: Me diz onde fica a saída.
Para que eu possa me purificar com ás águas que jorram lá fora. Afinal, a que encontra-se aqui, está podre.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meu aconchego

Com o Caio rola uma química, um encontro, um aconchego, um querer estar próximo, entre seus braços que me acolhem em suas palavras.
E hoje bateu um querer ele aqui pertinho, sussurando em meus ouvidos...palavras nem sempre doces, mas de uma profundidade inigualável.

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”




C.F.A.

O melhor de Woody Allen

MELINDA E MELINDA E MEUS VÁRIOS EUS

Melinda e Melinda é o meu filme predileto de Woody Allen, lançado em 2004, retrata a história de Melinda, contada por duas versões, onde o diretor trabalha a "dualidade do drama humano através das máscaras da tragédia e da comédia".
Apesar da trama nos levar a uma aproximação do teatro grego, articula de forma inteligente os dilemas contemporâneos da humanidade.
E foi exatamente esse paradoxo que me cativou, pois no desenrolar do filme, era impossível não me identificar com a personagem em ambas as histórias.
Mas afinal, qual gênero dramático tem mais relação com a vida real?
A comédia ou a tragédia?
Segundo Woody "a vida pode ser comédia ou tragédia, e tudo depende apenas do ponto de vista de quem observa".

MIDNIGHT IN PARIS

Domingo no final da tarde, fui assistir Meia noite em Paris. Me aconcheguei. Senti as cores. As músicas e a trama, em cada um de seus detalhes. Restando a minha fragilidade, sucumbir às lágrimas e aos risos. E sabe de uma coisa, ainda sinto que não sai de lá. Até me esforcei por rascunhar alguma coisa sobre o filme, mas aqui dentro está tudo tão confuso, tantos sentires, quereres...


Por hora, algumas certezas: Amo Paris. As músicas. Os cafés. A língua. E ainda irei fazer morada por lá. Para além, apenas o principal; a identificação com o personagem principal: Detesto pseudos e amo o passado.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Esse menino

Ah, menino...

De sorriso aberto e olhos intensos.

De jeito tácito e visitas rápidas.

Pensava eu que esse desejo repentino por ti havia se mitigado.

Mas de repente sua presença impõe-se sorrateiramente sobre mim.

Ela; presença quase adjacente, revelando quereres ocultos, ardentes e subversivos.

Ah, menino...

Do novo, do fogo.

Serás tu indelével?

Serás tu fruto de minha imaginação?

Enquanto o mistério da dúvida paira sobre mim, esse silêncio encanta-me.

Cabendo a beleza dos pássaros, das bolhas de sabão e dos balões, tornarem-se ainda mais perceptiveis.

Pois tu, menino, faz com que meu coração acelere e minhas pernas tremam.

Faz com que meus lábios sintam a menor delícia dos sabores, e o cheiro perigoso da fera da paixão.

Ah, esse menino.



[lembrando da adolescencia]